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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Facebook lança opções de segmentação

Rede social permitia segmentação somente dos post patrocinados, agora serão permitidos todos os posts. O Facebook apresenta mais nove opções de segmentação de post nas fan pages. Anteriormente, só era possível segmentar se a empresa utilizasse os posts patrocinados, os posts comuns não eram passíveis de segmentação e todos eram distribuídos para todos os fãs da página.

Agora, será possível segmentar por Faixa etária; Sexo; Interessado em; Status de relacionamento; Graduação; Educação; Nome ou curso de faculdade; Nome do colégio; Trabalho; Idioma, Cidade, Estado e País.

Este recurso está disponível apenas para algumas páginas, mas o Facebook promete disponibilizá-lo em breve para todas as fan pages.

FONTE: Proxxima

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Rádio e internet são campeões de crescimento no Ibope

Os investimentos publicitários cresceram 10% no primeiro semestre de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 43,8 bilhões. Os dados são do Monitor Evolution, serviço que monitora mensalmente os investimentos dos anunciantes, agências e as categorias de produtos veiculados nos principais meios de comunicação. O mercado publicitário continua crescendo, ainda que não no mesmo ritmo do ano anterior.

Nos meios de comunicação, a TV lidera, sendo responsável por 55% do total, que corresponde a R$ 24 bilhões – uma variação de 13% em relação ao mesmo período de 2011. O rádio e a internet apresentaram maior crescimento percentual, 25% e 18%, respectivamente. Na análise por praças, a cidade de São Paulo é destaque, com 28% desses investimentos, porém os mercados que mais cresceram percentualmente foram Fortaleza e Manaus (24% e 16%, respectivamente), impulsionados principalmente pelos investimentos do comércio, como concessionárias e lojas de departamento.

Anunciantes

No ranking de anunciantes, a Casas Bahia e a Unilever continuam nos primeiros lugares, porém agora com uma diferença menor entre as duas. No 1º semestre de 2011, a diferença era de R$ 420 milhões. Com o crescimento de 21% da Unilever, a diferença agora é de R$ 220 milhões.

“A última vez em que a Unilever foi primeira no ranking de anunciantes foi em 2002. Desde então, Casas Bahia ocupa a liderança em volume de investimento publicitário e essa foi a menor diferença registrada no período”, comenta Rita Romero, diretora executiva de negócios do Monitor America Latina.

A Caixa passou da 7ª para a 3ª posição, com um crescimento de 68% no volume de investimento. A Petrobrás, que não figurava entre os 30 maiores no ano passado, ocupa a 13ª posição e o Banco do Brasil foi da 23ª para a 21ª posição no ranking.

Agências

Dentre as agências, as três primeiras posições continuam ocupadas pela YR, Almap BBDO e Ogilvy & Mather Brasil. A Wmccann, que ocupava o 6º lugar no ranking no ano anterior, passa para a 4ª posição, após acréscimo de 32% no volume de investimento. A JWT permanece na quinta posição no ranking. As 50 maiores agências do mercado brasileiro movimentam 62% da verba publicitária nacional.

Setores e categorias

Entre os setores, Comércio e Varejo continua líder em volume, porém Serviços ao Consumidor, que ocupava a 3ª posição no ranking, está agora em 2º lugar, com um crescimento de 16%. O setor de Higiene Pessoal e Beleza, com um crescimento de 13%, passa a ocupar o 3º lugar. Mercado Financeiro e Seguros permanece estável, na 5ª posição. Já entre as categorias, as lojas de departamento estão em primeiro lugar, com R$ 3,1 bilhões, apesar da variação de apenas 4%.

FONTE: AdNews, por redação.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Marketing focado em crianças

O ser humano não nasce consumidor. Mas, à medida que cresce e que observa o comportamento de consumo de seus pais e das pessoas que participam do meio em que vive, vai tomando consciência de que suas necessidades poderão ser atendidas por produtos. E vai também incorporando a percepção de que seus desejos poderão ser satisfeitos por “aquele” determinado produto anunciado em propagandas e divulgado pelo trabalho de marketing das empresas.

Mudanças demográficas e estruturais nos lares no Brasil e também em outros países estão trazendo novas configurações às relações familiares, fazendo com que esse impulso para o consumo desponte cada vez mais cedo na vida das pessoas. Um dos resultados dessas mudanças é que as crianças estão exercendo grande influência sobre a decisão das compras familiares (BOTELHO, BOURGUIGNON e CRUZ, 2009).

Com acesso a informações recebidas, principalmente através da internet e televisão, as crianças não são mais vistas como sujeitos passivos nesse processo, mas como sujeitos ativos e curiosos, sempre atentos às novidades. O objetivo deste artigo é apresentar algumas reflexões sobre resultados de estudos realizados no Brasil sobre o poder de influência das crianças (com idade de 3 a 10 anos) na decisão de compra dos pais. Produzimos este texto a partir de trabalho de conclusão de curso que realizamos na Pós-graduação em Marketing, da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Campus de Frederico Westphalen (RS), com orientação do professor Roberto Vilmar Satur.

Nova estrutura familiar
Ao observarmos a história da humanidade, verificamos que a ideia de infância como um estágio distinto da vida é uma noção relativamente recente. Até bem pouco tempo atrás, as crianças eram vistas e tratadas como adultos em miniatura (ARIÉS, 1981), mentalmente pouco desenvolvidas, sem desejos próprios e sem direito a emitirem opiniões. Os pais decidiam tudo por elas e as orientavam em todas as fases do seu crescimento e desenvolvimento. Somente nas últimas décadas é que essa realidade começou a mudar. E são mudanças rápidas e profundas, desencadeadas, entre vários outros fatores, especialmente pela redução do tempo de permanência dos pais junto com os filhos. Não só os pais, mas também as mães saíram de casa para trabalhar, passando a dedicar menos tempo aos filhos e às atividades domésticas. Esse fenômeno também pode ser visto em outros países, onde cada vez mais casais trabalham em período integral fora de casa.

Essas mudanças ocorridas na sociedade e na organização familiar, nas últimas décadas, trouxeram reflexos diretos nos modelos de educação dos filhos. Deixando de acompanhar mais de perto o desenvolvimento das crianças, os pais passaram a permitir e até mesmo a encorajar seus filhos na participação da tomada de decisão dentro de casa (BOTELHO, BOURGUIGNON, e CRUZ, 2009). Existe hoje uma tendência para que a relação com a criança seja marcada pela negociação e pelo diálogo. Verifica-se que a criança passou a ter o direito de ser ouvida pelos adultos e de fazer reivindicações.

Outro aspecto importante a considerar refere-se à facilidade de acesso à informação da atual geração de crianças e adolescentes, em contraposição às gerações de 30, 40 anos atrás. Os quartos de grande parte das crianças e adolescentes deste milênio (pelo menos os da classe A e B), lugar onde passam a maior parte do tempo, estão equipados com computadores com acesso à Internet, televisões, rádios e telefones (SALES DE AGUIAR, 2009). Isso permite que informações sobre produtos e marcas cheguem rápida e facilmente, fazendo com que as crianças sejam, muitas vezes, mais conhecedoras das ofertas do mercado do que seus próprios pais, mesmo porque estes têm menos tempo para a busca de informação do que seus filhos.

Por conta de todas essas mudanças, as crianças desempenham hoje um papel importante no ato de consumir, seja através de produtos voltados a esse nicho, ou influenciando a decisão de compra dos adultos. Essas observações confirmam-se por meio de um estudo da TNS Research International. As pesquisas constatam que as mudanças nas relações de poder entre pais e filhos, no que se refere a compras, estão diretamente relacionadas às alterações estruturais das famílias, decorrentes, especialmente, da maior participação da mulher no mercado de trabalho e do aumento da média de mães solteiras e provedoras da família (ANDI, 2009).

Formação do consumidor
E como se dá a participação dos pais nesse processo de transformação da criança em um sujeito ativo e influenciador nas decisões de compras familiares? Segundo Solomon (2002), a socialização do consumidor, ou seja, o desenvolvimento das habilidades de consumo nas crianças é fruto de um processo histórico e social do qual participam a família, amigos e professores. Mas a fonte primária seriam os pais, pois estes deliberadamente tentam incutir seus próprios valores sobre consumo em seus filhos. “As crianças aprendem sobre consumo vendo e imitando o comportamento de seus pais”, afirma o autor. São os pais também que determinam o grau de exposição de seus filhos a outras fontes de informação, como a televisão, internet, grupo de amigos, etc.

Decorrente, portanto, dessa “liberalidade” concedida pelos pais, na maioria das famílias que habitam nas cidades, as crianças atualmente se sentem mais autônomas para decidirem sobre o que fazer do seu tempo livre, e a televisão tem se tornado um dos passatempos mais comuns para elas. Superexpostas à propaganda e bem informadas sobre o universo do consumo, as crianças interferem na escolha de produtos infantis, e também nas compras dos adultos. As crianças estão aprendendo a pesquisar produtos, escolher marcas, receber e filtrar as mensagens e, enfim, a comprar. Esse aprendizado é exercitado à medida que quanto mais elas se inserem no processo de decisão da família, mais contam com a confiança dos pais no aconselhamento para o consumo, levando-as a uma maior influência na compra e, consequentemente, refinando seu processo de aprendizagem.

Em tempos de crise ou mesmo de necessidade circunstancial de contenção de gastos, as famílias apertam os orçamentos e reduzem o espaço para o supérfluo. Nessas situações, as solicitações dos filhos acabam colocando os pais em situações difíceis: ao mesmo tempo em que devem manter a preocupação com os gastos domésticos, não desejam que seus filhos sejam excluídos de determinados grupos por não possuírem certos produtos ou marcas. Muitas crianças têm percepção desse dilema dos pais e se utilizam disso como argumento para exigirem o atendimento de seus pedidos. A negação de determinada compra por parte dos pais, portanto, deve ser delicadamente negociada.

Segmento diferenciado
O mercado acompanha atentamente as tendências de consumo e os novos nichos que se formam. A criança é hoje considerada como um segmento de mercado diferenciado pelos profissionais de marketing e diversas pesquisas vêm sendo feitas na busca de uma melhor compreensão desse público consumidor (SALES DE AGUIAR, 2009). O objetivo é “criar laços” com o público infantil e estimular o consumismo por meio de diferentes estratégias.

As crianças, mais informadas, com opiniões formadas, vontade própria e muitas vezes com seu próprio dinheiro, são um alvo apetecível para o mercado, que as veem não só como um grupo para influenciar as decisões de compra hoje, como também como os compradores do futuro. Os apelos de consumo são fortemente veiculados através especialmente da televisão, quer seja pelas propagandas diretamente, pelos apresentadores, ou por merchandising em programas infantis e novelas.

A facilidade em assimilar informações, seu desejo pelo novo e a natural curiosidade pelas descobertas fazem com que as crianças, atualmente, sejam consideradas como consumidores três em um: 1) exercem o papel de consumidores mirins; 2) são promotores do consumo familiar; e 3) serão futuramente adultos consumidores. As estratégias de marketing para esse público devem ser definidas, portanto, a curto, médio e longo prazo, o que implica dizer que as marcas têm que pensar o que farão hoje para influenciar a opinião das crianças e adolescentes e ainda continuar a receber os frutos desse planejamento num prazo de cinco a dez anos.

Conquistar as crianças, no entanto, é tarefa árdua. Apesar de inocentes, são também muito voláteis e exigentes, sendo muito difícil fidelizá-las. Para conquistar as crianças, as marcas têm que ser verdadeiras, cumprir as promessas, ser transparentes e oferecer o que elas realmente gostam e desejam. Nesse sentido, os pequenos não são muito diferentes dos consumidores adultos.

FONTE: Mundo do Marketing, por Solange Leitte.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Segmentação é fundamental para sucesso das ações nas redes sociais

Pesquisa mostra que público pode ser classificado de acordo com as atividades que desempenham e esta diferenciação deve ser utilizada a favor das marcas que buscam divulgar seus produtos e serviços. O internauta presente nas redes sociais não é homogêneo. Ele pode – e deve – ser segmentado em categorias de acordo com as atividades que desempenha. Para categorizar estes consumidores, a pesquisa “Produção e difusão da mídia social entre Brasileiros”, realizada pela empresa AC Metrics, definiu três perfis: criadores, multiplicadores ou passivos. Estar atento a esta diferenciação é importante para que as marcas possam desenvolver ações específicas de acordo com os seus objetivos.

O estudo observou que a maior parte dos usuários das redes sociais no Brasil pode ser classificada como Passivos (72%), aqueles que não criam nem compartilham conteúdos sobre marcas, no entanto, leem, coletam e guardam as informações disponíveis nas páginas.

Os Multiplicadores respondem por 23% dos usuários e são aquelas pessoas que recebem as informações e as passam adiante. “Os multiplicadores comentam aquilo que veem e compartilham para os amigos. Eles são importantes para as marcas que pretendem divulgar seus conteúdos”, explica o pesquisador Iván Casas, que coordenou o estudo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Em menor índice aparecem os criadores, que respondem por 5% do total e são aquelas pessoas que produzem materiais sobre as marcas, empresas, produtos e serviços nas redes sociais. Estes usuários são importantes para as empresas que pretendem ter os seus produtos avaliados pelos consumidores e melhorados.

Criativos são parcela mais jovem

A pesquisa aponta que os usuários criativos e multiplicadores fazem parte da parcela mais jovem da população, de até 24 anos de idade. “Isso mostra que os jovens são um segmento interessante para as empresas que desejam fazer um trabalho de divulgação dos seus produtos em parceria com os consumidores”, completa Casas.

De acordo com a análise, atualmente 97% dos usuários de internet no Brasil possuem perfis nas redes sociais e utilizam os sites não apenas para contato com amigos e trocas de mensagens, mas para informação e para atividades criativas. Os dados também mostram um desejo maior de interação dos consumidores com as marcas: 90% deles se envolvem ou gostariam de se envolver produzindo, compartilhando ou comprando pelas redes sociais. Nove em cada 10 brasileiros já se relacionam com as empresas de alguma forma.

A pesquisa reforça que as redes sociais são um campo promissor para que as empresas trabalhem suas imagens e produtos. Sessenta e cinco por cento das pessoas seguem ou curtem empresas ou serviços pelo menos uma vez por semana, enquanto 83% o fazem ao menos uma vez por mês. “Os consumidores tendem a se engajar mais com as marcas por motivos emocionais. O desejo é mostrar uma relação com as marcas com as quais se identificam e compartilhar esses conceitos com os amigos. As pessoas querem compartilhar as suas experiências”, afirma o pesquisador ao portal.


Consumidores querem conhecer as marcas

A análise mostra que a subjetividade é a forma mais importante de engajar os consumidores, no entanto, aponta que o conteúdo disponibilizado pelas empresas ainda é pouco segmentado ou personalizado. Entre os fatores subjetivos que fazem com que os internautas sigam as marcas estão compartilhar a apreciação com outras pessoas (31%) e estar associados com algo que consideram legal (31%).

A busca de conhecimento também é um ponto importante para os internautas. A análise destaca que 29% buscam aprender mais a respeito das empresas e obter conhecimento sobre os produtos. Entre os fatores sociais e lúdicos, os entrevistados responderam que procuram fazer parte de uma comunidade com a mesma opinião (20%) e defender uma causa (18%). “As marcas precisam divulgar mais conhecimentos e informações e precisam personalizar os seus conteúdos, de acordo com a identificação de cada segmento e de como as pessoas querem compartilhar”, diz Casas.

FONTE: Mundo do Marketing, por Letícia Muniz.