Mostrando postagens com marcador marca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marca. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Muitas dicas para produção de conteúdo para marcas (ou “branded content”).

Em tempos de mídias sociais a frase “conteúdo é rei” já martelou tanto que até encheu o saco. Goste você ou não, a frase está aí para explicar uma premissa básica da internet, você não vai para frente se não tiver conteúdo.

A cultura de compartilhar que se fortalece com a internet cresce envolta não apenas do conteúdo de qualidade, mas do conteúdo bem contextualizado. Sites de fofocas fazem muito sucesso, não são exatamente “conteúdo de qualidade”, mas ainda são bons conteúdos para diversos contextos e públicos.
Confira também: A Geração Y no Brasil

Quem trabalha na parte de mídias sociais deve saber da importância de coletar, produzir e trabalhar com curadoria de conteúdo. Hoje em dia tem muita gente produzindo, como vou fazer algo diferente ou que seja tão bom quanto?

Nesta parte entra bastante o “branded content“, uma forma de divulgação que vem chamando bastante atenção em tempos de internet onde os formatos tradicionais de publicidade começam a demostrar desempenhos questionáveis.

O que exatamente é “Branded Content“?

"Por definição, branded content é uma for ma de publicidade que consiste na integração do que é promocional, a publicidade propriamente dita, com a diversão, o entretenimento, fazendo com que a mensagem da marca torne-se muito mais agradável e consequentemente natural e contextualizada com o universo do público-alvo." - BOO-BOX

Bom, para lhe tirar essas e outras dúvidas eu deixo aqui a indicação do ebook “Guia de Produção de Conteúdo” do pessoal da Boo-Box. E sim, é o link do “Pay with a Tweet” deles porque merece ser compartilhado :)


Neste ebook você encontra muitas dicas para trabalhar com blogs, mas também com Twitter, Facebook, Pinterest e Google+.

FONTE: Midiatismo, por Dennis Altermann.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

QUANTO TEMPO VOCÊ PRECISA PARA INVESTIR EM SUA MARCA PESSOAL?

Eu sempre disse que a estratégia de Personal Branding não requer um investimento financeiro. O investimento mais importante que talvez você deva fazer é comprar o seu domínio (cerca de R$ 20,00). Mas, mesmo estando na rede é essencial.

O mais importante para posicionar a sua marca pessoal é o tempo, paciência, persistência, perseverança, consistência e um bom trabalho. E o mais difícil de tudo é pensar sobre si mesmo, só exige uma coisa muito difícil de conseguir: um tempo em silêncio e sem pressão.

Muitas vezes me perguntam sobre qual o tempo para se dedicar à marca pessoal de ter qualquer efeito. Aqueles que fazem essa pergunta eu acho que eles já têm complicações suficientes na sua vida para começar a fazer “campanhas” de marketing pessoal. Isto tem várias respostas.

TODOS NÓS TEMOS UMA MARCA

Não é possível ter nenhuma marca. A partir do momento que você conhecer alguém ou uma conexão de qualquer tipo com as outras pessoas. Você está sendo rotulado (marcado).Então você tem duas escolhas, você pode continuar a deixar que esta “rotulagem” ocorra de forma descontrolada e inconsciente ou pode começar a tomar o controle e gerenciar essas percepções. Isso significa que o Personal Branding é um processo contínuo e ocorre 24 horas por dia em toda a sua vida. Dois exemplos: Este post está influenciando a percepção que você sobre mim. A maneira como você responder a próxima ligação do celular também diz algo sobre você.

A MARCA PESSOAL NÃO É UMA OPÇÃO

O momento em que tudo era estável, previsível e rotineiro não existe mais. Talvez você ache que está muito confortável em seu trabalho e você não vai precisar se posicionar no mercado. Só peço que você leia os jornais ou passe por um centro de emprego. Certamente você verá pessoas que um dia pensaram como você. Talvez não hoje, não amanhã, mas mais cedo ou mais tarde precisa sua marca precisa ser conhecida, reconhecida e tida em conta. E se você esperar muito tempo pode ser tarde demais. A marca pessoal leva tempo e é melhor começar cedo e não quando for necessário.

6 MESES / 1 ANO

De minha própria experiência e pessoas que eu conheço eu descobri que uma visibilidade de marca pessoal proativa e eficaz pode começar a ter efeito no prazo de 6 ou 12 meses. Que se, antes do trabalho é necessário o desenho da estratégia (objetivos, valores, atributos do produto, …).Para isso, não é suficiente manter um perfil baixo, você deve tomar a iniciativa e mostrar o que você tem a oferecer.

INVESTIMENTO

Como eu disse, o Personal Branding é uma ferramenta que exige grandes recursos financeiros. Mas se você quer que sua marca pessoal seja conhecido, você tem que encontrar alguns espaços temporários para divulgar. Este é o lugar onde toda a parafernália de comunicação. De eventos de networking para a publicação de um blog. Desde a criação de itens para participação em apresentações. Desde a concepção de seu Currículo a sua gestão profissional. Aqui é onde você decide quanto tempo você está disposto a “investir”. Você deve ser eficiente e pensar que talvez seja mais eficiente escrever um par de posts bons do que simplesmente ser um viciado no Twitter.

Só mais uma coisa. Aqui eu estou falando sobre divulgar a sua marca pessoal, não de descobri-la ou criá-la. Lembre-se que a sua marca pessoal é algo que você usa “em série”.

FONTE: Marketing Pessoal 2.0

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Segmentação é fundamental para sucesso das ações nas redes sociais

Pesquisa mostra que público pode ser classificado de acordo com as atividades que desempenham e esta diferenciação deve ser utilizada a favor das marcas que buscam divulgar seus produtos e serviços. O internauta presente nas redes sociais não é homogêneo. Ele pode – e deve – ser segmentado em categorias de acordo com as atividades que desempenha. Para categorizar estes consumidores, a pesquisa “Produção e difusão da mídia social entre Brasileiros”, realizada pela empresa AC Metrics, definiu três perfis: criadores, multiplicadores ou passivos. Estar atento a esta diferenciação é importante para que as marcas possam desenvolver ações específicas de acordo com os seus objetivos.

O estudo observou que a maior parte dos usuários das redes sociais no Brasil pode ser classificada como Passivos (72%), aqueles que não criam nem compartilham conteúdos sobre marcas, no entanto, leem, coletam e guardam as informações disponíveis nas páginas.

Os Multiplicadores respondem por 23% dos usuários e são aquelas pessoas que recebem as informações e as passam adiante. “Os multiplicadores comentam aquilo que veem e compartilham para os amigos. Eles são importantes para as marcas que pretendem divulgar seus conteúdos”, explica o pesquisador Iván Casas, que coordenou o estudo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Em menor índice aparecem os criadores, que respondem por 5% do total e são aquelas pessoas que produzem materiais sobre as marcas, empresas, produtos e serviços nas redes sociais. Estes usuários são importantes para as empresas que pretendem ter os seus produtos avaliados pelos consumidores e melhorados.

Criativos são parcela mais jovem

A pesquisa aponta que os usuários criativos e multiplicadores fazem parte da parcela mais jovem da população, de até 24 anos de idade. “Isso mostra que os jovens são um segmento interessante para as empresas que desejam fazer um trabalho de divulgação dos seus produtos em parceria com os consumidores”, completa Casas.

De acordo com a análise, atualmente 97% dos usuários de internet no Brasil possuem perfis nas redes sociais e utilizam os sites não apenas para contato com amigos e trocas de mensagens, mas para informação e para atividades criativas. Os dados também mostram um desejo maior de interação dos consumidores com as marcas: 90% deles se envolvem ou gostariam de se envolver produzindo, compartilhando ou comprando pelas redes sociais. Nove em cada 10 brasileiros já se relacionam com as empresas de alguma forma.

A pesquisa reforça que as redes sociais são um campo promissor para que as empresas trabalhem suas imagens e produtos. Sessenta e cinco por cento das pessoas seguem ou curtem empresas ou serviços pelo menos uma vez por semana, enquanto 83% o fazem ao menos uma vez por mês. “Os consumidores tendem a se engajar mais com as marcas por motivos emocionais. O desejo é mostrar uma relação com as marcas com as quais se identificam e compartilhar esses conceitos com os amigos. As pessoas querem compartilhar as suas experiências”, afirma o pesquisador ao portal.


Consumidores querem conhecer as marcas

A análise mostra que a subjetividade é a forma mais importante de engajar os consumidores, no entanto, aponta que o conteúdo disponibilizado pelas empresas ainda é pouco segmentado ou personalizado. Entre os fatores subjetivos que fazem com que os internautas sigam as marcas estão compartilhar a apreciação com outras pessoas (31%) e estar associados com algo que consideram legal (31%).

A busca de conhecimento também é um ponto importante para os internautas. A análise destaca que 29% buscam aprender mais a respeito das empresas e obter conhecimento sobre os produtos. Entre os fatores sociais e lúdicos, os entrevistados responderam que procuram fazer parte de uma comunidade com a mesma opinião (20%) e defender uma causa (18%). “As marcas precisam divulgar mais conhecimentos e informações e precisam personalizar os seus conteúdos, de acordo com a identificação de cada segmento e de como as pessoas querem compartilhar”, diz Casas.

FONTE: Mundo do Marketing, por Letícia Muniz.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

5 dicas das MARCAS que mais engajam fãs nas redes sociais

Veja o que Brahma Futebol, Guaraná Antarctica, Halls, Chiclets e Kuat têm a dizer sobre como gerenciam seus perfis na rede. Brahma Futebol, Guaraná Antarctica, Halls, Chiclets e Kuat, nesta ordem, foram os perfis de marcas que mais fizeram barulho com fãs nas redes sociais no mês de maio, de acordo com o ranking do indexSocial.

Para medir o nível de engajamento de cada marca, foram levados em conta interações como comentários, curtidas, votos, menções e retuítes no Facebook, noTwitter e no YouTube.

Além de aumentar a base de fãs em ambientes interativos, essas marcas estão conseguindo construir discussões, compartilhamentos, identificação e diversão em suas páginas.

A seguir, você vai ver: para gerar engajamento, até postar conteúdos durante a madrugada está fazendo a diferença.

Veja as dicas das cinco campeãs sociais:

1 Publique conteúdos relevantes

"Administramos as nossas páginas com diversos tipos de conteúdo, desde narrações de jogos, com posts de um em um minuto, até informativos sobre o clube, a hora do jogo,contratações, escalações, promoções com camisas ou bola autografada e ingressos", disse Rafael Neves, Gerente de Esportes da Brahma

"Vídeos exclusivos para as redes também têm um potencial gigante".

De acordo com Rafael, os 18 perfis de Brahma Futebol - um de Brahma Seleção e 17 dos clubes - são administrados pela Esporte Interativo e envolvem cerca de 25 pessoas.

"Um dos principais motivos do sucesso é que cada torcedor tem o seu ambiente, com conteúdos individuais para cada clube. Criamos um ponto de encontro dos torcedores e falamos na língua deles".

2 Esteja atento às métricas

De acordo com Bruna Buás, gerente de marketing digital de Guaraná Antarctica, um dos segredos é monitorar as atividades das páginas. "Temos métricas muito bem definidas e formas de mensurar o que efetivamente é importante para o nosso consumidor", explica.

A marca possui três pessoas na AmBev voltadas para a administração das redes sociais, além das agências DM9DDB, que faz a comunicação da marca, e Espalhe, responsável pelo conteúdo digital.

"Geralmente, qualquer tipo de conteúdo que incentive a interação e a participação dos fãs, que tenha um "call to action", gera resultado", conta Bruna.

Embora a marca atualize os perfis em qualquer horário do dia, inclusive durante a madrugada, foi possível ver por meio de métricas que a movimentação aumentava nos intervalos para refeições.

"Na hora das refeições, por exemplo, sempre postamos fotos de comidas que combinem com Guaraná Antarctica. Depois de um certo tempo, começamos a incentivar os consumidore a mandar suas próprias fotos. Essa possibilidade de fazer parte do nosso conteúdo aumentou o engajamaneto."

FONTE: EXAME, por Cris Simon.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Empreendedores x DONO do negócio

Como moro em uma cidade do interior tenho observado uma característica bem peculiar e repetitiva de comerciantes de região. Muitos têm dificuldade em diferenciar a gestão de um negócio. Baseado nisso eu estou escrevendo este texto com a relação que é criada entre estes tipo de administradores com suas marcas. Vou separar em duas categorias expondo o que eu ando observando.

1. O PROPRIETÁRIO EMPREENDEDOR

O perfil dessa pessoa é mais difícil de ser encontrada no interior salvo as raras exceções são empresas normalmente com um grande diferencial de mercado e que possivelmente se destacam dentro dele de alguma forma. São empresas que investem em inovações e estão sempre a procura de novidades para agradar sua clientela e aumenta-la sempre que possível. Normalmente tem um espirito de empreendedorismo que vê nas oportunidades de melhoria um bom negócio. São empresas normalmente conscientes e que gostam de manter um boa comunicação com seus clientes e seu mercado. Normalmente usam as expressões “trabalho com”, “trabalho no(a)”, uma vez que ser o proprietário fica em segundo plano já ele este efetivamente trabalha para fazer seu negócio crescer.

2. O DONO DO NEGÓCIO

O perfil dessa pessoa é bem característico, quase caricato, normalmente são pessoas que gostam de ter a “posse” do negócio, ou seja elas não tem espírito empreendedor e sim o de propriedade. Em sua maioria são pessoas que se concentram em ter lucros, sem se preocuparem com a clientela ou inovações. São pessoas despreocupadas que se prendem a formatos retrógrados de consumo e venda , alem disso não acham possível o consumidor mudar o seu perfil de consumo ou de busca. São pessoas que normalmente confundem a vida pessoal com a profissional, implicando a sua empresa opinião e expressões divergentes ao seu próprio negócio, podem até ser contraditórios. Podem se achar autossuficientes quando aplicam novos métodos, mesmo que façam sem ter conhecimento algum sobre aquilo. E para finalizar preferem o uso das expressões “sou dono do(a)”, “sou proprietário do(a)” uma vez que podem ou não trabalhar ou vão apenas para resgatar os lucros.

COMO ESTES SE RELACIONAM COM SUAS MARCAS?

1. O PROPRIETÁRIO EMPREENDEDOR

Este se preocupa desde a criação de sua marca até sua total gestão. Não mede esforços para fixa-la junto ao mercado onde atua. Normalmente investem em empresas de comunicação para manter sempre visível o seu empreendimento. Estão sempre participando de eventos junto a comunidade (cidade) e estão sempre atentos para inovações e novidades que agreguem a sua marca.

2. O DONO DO NEGÓCIO

Nem sempre tem o nome de seu negócio atrelado ao mercado em que atual, geralmente sua marca tem algo ligado diretamente com seu próprio nome pessoal. São pessoas que não entendem a relação de marca com o consumidor e o mercado em que ele atua. São pessoas que acham que marcas não tem significado algum e que elas não podem trazer lucratividade. Normalmente são pessoas que não tem interesse em aprender e se atualizar e que acham que seu público nunca perceberá a diferença se o nome for Maria ou José.

E VOCÊ QUAL A RELAÇÃO QUE VOCÊ TEM COM O SEU NEGÓCIO E COM SUA MARCA? JÁ PAROU PARA PENSAR NISSO? No próximo post vou trazer uma marca e contar a história de uma empresa que fez sucesso e que apesar de não existir mais ainda possui relevância com o mercado de onde atuou. Aguardem!

FONTE: nathypinky.com.br, por Nathália Penteado.

A importância das redes sociais para as marcas

Os clientes agora são parte ativa no processo de consolidação de uma marca, as mídias sociais acabaram com qualquer dúvida que se podia ter sobre quem as constrói. Afinal, as marcas não são as propagandas, produtos ou empresas, as marcas são o sentimento das pessoas em relação a elas. Reportagem bem legal da Globo News sobre a relação das marcas com as mídias sociais.


FONTE: Mídias Sociais.net, por Ricardo de Paula

terça-feira, 26 de junho de 2012

A biologia da fidelidade à marca

O cérebro proporcionalmente é o órgão que mais gasta energia do corpo e naturalmente sempre haverá um esforço do organismo em direção à economia de tal energia. Para isso o organismo nos força, através do cérebro, a repetir comportamentos que deram certo, isto é, que funcionaram no passado.

O cérebro equivale a aproximadamente 2% da massa corporal, mas é responsável por 20% do consumo de oxigênio do corpo. Pequeno e caro. No que diz respeito à energia total utilizada durante todo o dia, parece haver um amplo consenso em várias disciplinas afins que o cérebro utiliza normalmente cerca de 20 por cento da energia total do organismo ao longo de um dia típico. Portanto, se o total usado pelo corpo é de 2.500 calorias/dia, só o seu cérebro queima ou usa aproximadamente 500 calorias.

Isso significa que um consumidor passa um 1/5 do dia abastecendo o cérebro e se gasta muito vai ter que repor bastante. Portanto, o mecanismo automático (comandos sem nossa consciência e consentimento) é economizar e isso significa repetir as ações comprovadamente seguras, que não causarão problemas e nem representam riscos para o sujeito biológico.

Uma maior atividade cerebral, ou seja, pensar mais para escolher algo novo gera uma maior necessidade de calorias. Pesquisas feitas com ressonância magnética mostra que há mais uso de glicose quando o cérebro está ativo. E mais: o nível de consumo de glicose aumenta nas áreas envolvidas na atividade cognitiva.

O valor de “acreditar em algo” ou “confiar em uma marca” é criado pelos baixos custos de transações biológicas existentes, isso porque não é preciso se esforçar para verificar a legitimidade da transação, o que não gasta energia. Desta maneira o cérebro não tem trabalho verificando o “perigo” iminente. Assim é quando encontramos com pessoas que já conhecemos e estamos acostumados, quando vamos ao mesmo restaurante ou do supermercado de sempre ou ainda optamos pelas mesmas marcas que já usamos ou alguma que seja nova, mas da empresa em quem confiamos ou recomendada por amigos e conhecidos.

Já reparou que quando você sai com sua família para um jantar de domingo num restaurante, normalmente é sempre o mesmo (aquele que já conhecem) e, mesmo decididos a mudar o pedido vocês caem sempre na mesma pizza - “meio calabresa / meio tomate seco com rúcula”, claro que acompanhada do mesmo vinho, ou na opção que fizeram várias vezes nos últimos tempos - “um teppan de shitake e combinado médio”. O motivo? Economia de energia orgânica.

Isso me faz pensar que talvez o consumidor não seja exatamente fiel às marcas porque gosta delas, mas muitas vezes porque inconscientemente o cérebro não quer gastar energia. Então o sujeito repete a compra. Portanto, uma conclusão que podemos tirar é que a fidelização não vem da paixão pela marca, mas pela facilidade que ela proporciona, ou melhor, pela energia mental que ela economiza.

Hábito é a tendência de repetir constantemente uma mesma prática. Com o passar do tempo os hábitos são construídos de maneira não consciente e automática, exigindo pouco esforço mental, o que é uma vantagem evolutiva porque minimiza o gasto energético e permite-nos evitar riscos nos mantendo num campo seguro, num caminho comprovadamente não perigoso.

Por estes motivos o consumidor repete sempre o mesmo caminho dentro de um supermercado ou de um shopping e pega também as mesmas marcas já conhecidas. Caso não conheça, vai observar alguém pegando (outro consumidor) e repetir o ato. É mais seguro! A conclusão que podemos tirar é que provavelmente não somos apaixonados por marcas, mas sim habituados a elas e fiel ao resultado seguro e comprovado que elas nos proporcionam.

Portanto, não fique buscando “o despertar de uma paixão”, trabalhe para que sua marca seja no mínimo conhecida e confiável, isto fará com que o cérebro do consumidor trabalhe menos, gaste pouca ou nenhuma energia na escolha e tomada decisão e que o organismo não corra riscos. O consumidor não tem que repensar toda vez que encontra a mesma situação e o cérebro só tem que reconhecer e lembrar que esta ação é segura. Isso muda tudo no ponto de venda.

Saiba que os hábitos e a conservação de energia orgânica têm base na pré-disposição genética e, portanto, são hard wired, o que significa dizer que são difíceis de serem quebrados ou mudados. Se pretender fazer com que ele mude de marca, não seja sutil, intercepte e interrompa o seu padrão habitual de compra, chame a sua atenção e force o cérebro dele a se engajar em uma nova alternativa. Mas cuidado para não espantá-lo e tomar essa ação como uma ameaça, pois somos também, por natureza, avessos a riscos.

FONTE: Mundo do Marketing, por Pedro Camargo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Consumidores esperam respostas mais rápidas nas redes sociais, afirma pesquisa


Estudo descobriu que 51% dos usuários do Facebook esperam respostas no mesmo dia para dúvidas ou queixas postadas

A Oracle anunciou os resultados de seu relatório Consumer Views of Live Help Online 2012. Durante a pesquisa, a companhia entrevistou mais de três mil consumidores do mundo todo a respeito de seus hábitos de uso dos canais de atendimento como call centers, chat ao vivo, clique para chamar e email.

Em comparação com pesquisa semelhante realizada em 2009, os consumidores estão online com maior frequência e mais propensos a usar a ajuda em tempo real. Com isso, eles aumentaram as expectativas em relação ao atendimento ao cliente por intermédio das mídias sociais e dos sites das empresas.

Segundo o documento, em 2012 os usuários de mídias sociais esperam respostas rápidas. Mais da metade dos usuários do Twitter espera uma resposta pessoal, no prazo de até duas horas, após tuitar uma pergunta ou reclamação. Já 51% dos inscritos no Facebook esperam respostas no mesmo dia para dúvidas ou queixas postadas nessa rede social.

Além disso, como os consumidores passam mais tempo online, confiam mais na ajuda em tempo real. De acordo com o relatório, metade dos consumidores em todo o mundo navega na internet e pesquisa produtos online diariamente, um número duas vezes maior se comparado com a pesquisa feita em 2009. O uso do atendimento online também está em alta: 50% dos consumidores usam a ajuda em tempo real em comparação aos 37% que recorriam a esse recurso há três anos.

Os consumidores da América Latina são mais propensos a contar com a presença das empresas nas mídias sociais: 84% dos consumidores entrevistados no México e Brasil usam o Facebook, sendo que 63% deles afirmam que esperam contar ainda mais com a presença das empresas nessa rede social.

Seguindo a tendência de 2009, a ajuda em tempo real permanece entre os três recursos mais importantes para os consumidores. Eles esperam encontrar ajuda no site de uma empresa, ao lado de informações detalhadas sobre os produtos e serviços, bem como o acesso às contas pessoais.

“Por acessar os sites on-line com muito mais frequência, os consumidores esperam interagir com os representantes do atendimento ao cliente das empresas enquanto navegam”, disse Mike Webster, vice-presidente sênior e diretor geral da Oracle Retail. “Quando o cliente visita o site da empresa ou sua página em uma mídia social, deve haver um link claro para uma pessoa do atendimento ao cliente esteja apta a atender o consumidor”, finalizou Webster.

Você costuma buscar ajuda online? e o que espera de uma empresa quando entra em contato com ela por meio das redes sociais.

FONTE: Social MX

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Propósito de marca no Brasil: riscos e oportunidades

Edição 2012 da pesquisa goodpurpose sinaliza tendências na relação entre cidadãos, marcas e causas, mostrando que consumidor busca cada dia mais empresas que atendam seus propósitos

Pode-se dizer que o propósito é um elemento central no cenário de engajamento e construção de marcas. Se a edição 2010 da pesquisa goodpurpose já sinalizava um incremento no senso crítico de um consumidor em amadurecimento, o estudo apresentado neste ano afirma esta condição não apenas como tendência, mas um fato.

Hoje, mais ingressaram consistentemente na arena de consumo e, não contentes em apenas terem a possibilidade de adquirir mais produtos e serviços, exigem das empresas um comportamento que transcende o atendimento a requisitos de qualidade e preço. Mais críticos, demandam uma atuação mais ampla, que considere questões de interesse público e universos simbólicos capazes de agregá-los racional e afetivamente.

Para tanto, as empresas devem agir a partir de um propósito, ou seja, algo que demonstre suas visões de mundo e, ao mesmo tempo, enderece questões relevantes para os públicos com quem se relacionam.

Ao endereçar um propósito relevante para seus stakeholders, uma marca amplia sua confiança, o que gera melhores condições para que se atribua a ela um valor superior. Além disso, ela fortalece seus relacionamentos, compartilha benefícios junto à sociedade, sem deixar de favorecer um incremento em sua performance comercial.

No Brasil, o propósito está no centro de estratégias de marcas vencedoras, como Natura – que conecta como poucos empreendimentos no mundo suas crenças e um modelo de negócio sustentável – Petrobras e Nestlé. Em comum a todas estas corporações, está a preocupação em realizar entregas para além de seus portfolios, em um movimento no qual incluem em suas agendas associações a conteúdos sociais, ambientais, esportivos, culturais, entre outros que mantém nexo com o significado de suas marcas, o desafio de suas operações e, claro, os anseios da sociedade em que se inserem.

Conforme a conclusão da última edição da pesquisa Trust Barometer, realizada pela Edelman, cabe às empresas liderar a partir de um propósito engajador, dado o cenário de paralisia governamental e um panorama brasileiro inédito em que as organizações não-governamentais sofrem com a falta de prestígio. Trata-se, contudo, de uma responsabilidade e uma oportunidade. Responsabilidade pelo desafio que reside em encontrar um propósito alinhado às perspectivas e identidade da marca e oportunidade pelos resultados potenciais que uma companhia pode alcançar ao transformar sua visão em ações concretas e socialmente relevantes. Particularmente no Brasil, em que o cidadão valoriza ainda mais a atuação empresarial junto a causas, trata-se de um importante vetor de construção de confiança. Todavia, é preciso que as empresas delimitem muito bem seu papel neste sentido, de maneira que não substituam outros entes em questões que cabem, por exemplo, ao governo.

De acordo com os números 2012 de goodpurpose, o brasileiro considera diversas causas como importantes, principalmente pelas inúmeras necessidades estruturais ainda demandadas no país. Entre as causas centrais figuram a proteção ao meio ambiente, a melhoria dos serviços de saúde e o acesso à educação. Neste sentido, percebe-se uma forte confluência entre questões teoricamente correspondentes à ação governamental que acabam tornando-se frentes a serem consideradas também pelas corporações. Todavia, uma esfera não substitui a outra; por essa razão, as empresas devem engajar-se em parcerias complementares, que envolvam também os cidadãos em uma atmosfera participativa capaz de tornar tais déficits em soluções reais. A avaliação por parte deles é crítica quanto ao desempenho das empresas neste sentido: 48% dos entrevistados creem que as corporações não têm endereçado causas de maneira adequada. Enquanto isso, somente 26% consideram a atuação empresarial boa ou excelente neste sentido

Esta avaliação “fraca” não representa, porém, uma atuação insatisfatória por parte das empresas. Além de todas as expectativas – inclusive as que não dizem respeito a elas – serem depositadas sobre seus ombros, há outros pontos a serem trabalhados que influenciam na percepção dos indivíduos em relação a este tipo de performance, como comunicação e, obviamente, a intensidade do engajamento liderado pelas marcas em torno das causas que defendem.

Engajar é mandatório em um cenário de progressivo aumento do poder de indivíduos conectados, que conversam em escala global a respeito de inúmeros interesses. Afinal, a autoridade não está mais centralizada em instituições como a mídia, o governo ou mesmo as empresas. No Brasil, esta afirmação do potencial dos cidadãos comuns tem se elevado rapidamente. Para os respondentes de goodpurpose no país, 20% creem em sua importância para endereçar propósitos. Todavia, o governo lidera esta responsabilidade com 52% enquanto a expectativa que recai sobre as empresas é de 6%.

Vincular-se a causas gera, também, condições comerciais favoráveis. O brasileiro mostra-se propenso a pagar mais, recomendar e ser fiel a marcas que colocam o propósito como ponto relevante em seus negócios. O ambiente para mudança é positivo, pois 76% creem ser possível para as companhias realizar lucros e, simultaneamente, cuidar de causas de modo consistente. Para se ter uma ideia, em 2007 este índice era de 58%, o que demonstra o amadurecimento do consumidor brasileiro quanto ao tema. À parte de preço e qualidade, o cidadão local confere imensa importância às atitudes concretas das marcas, muito à frente de outros qualificativos como design, inovação ou mesmo lealdade.

O país, ao mesmo tempo em que vive um florescimento do consumo, mostra que há muitos outros aspectos além das transações comerciais. Trata-se de um horizonte promissor, no qual as marcas deverão elevar a qualidade de suas atitudes em relação a causas caso desejem ter uma atuação mais civilizada, consciente e alinhada às demandas desta sociedade. Tendem a sobreviver no longo prazo as marcas que tiverem uma sólida associação a causas e conteúdos capazes de darem vida a um propósito considerado importante pelos indivíduos.

Em linhas gerais, os números brasileiros mostram-se em níveis superiores à média global, o que demonstra uma manutenção de importantes tendências verificadas na edição de 2010 da pesquisa. Podemos organizá-las da seguinte forma:

1) Consumidores emergentes e mais críticos ganham espaço e afirmam seus próprios potenciais para agir em torno de causas;

2) Indivíduos acreditam cada vez mais em seus poderes para atuar sobre um propósito – processo de descoberta pessoal deflagrado pelo aumento do poder aquisitivo contribui para a elevação da autoconfiança;

Empresas têm a chance de liderar por propósito, mas também engajar indivíduos e outros grupos como governo e ONGs;

3) Há muitas causas a endereçar no país, sobretudo pelo déficit da atuação pública em muitas áreas; porém, as empresas não devem substituir outras entidades – como o governo – em suas práticas ao redor destes propósitos;

4) Atuar sobre propósitos, portanto, é uma notável oportunidade e, ao mesmo tempo, um risco caso estas atitudes não tenham consistência e não sejam contínuas e comunicadas;

5) O propósito afirma-se como vetor de construção de lealdade, recomendação e escolha de marca, contribuindo crescentemente na performance comercial das empresas que operam no país.


FONTE: Com: Atitude, por Rodolfo Araújo e Sharon Hess.